Entrevista com a premiada do concurso PHotoFUNIBER’25: Débora Lima Barros

Entrevista com a premiada do concurso PHotoFUNIBER’25: Débora Lima Barros

Vencedora do Prêmio Especial FUNIBER do Concurso Internacional de Fotografia PHotoFUNIBER’25, Débora Lima Barros nos conta como realizou a imagem que foi motivada pelo tema do concurso deste ano.

Ela é bolsista da FUNIBER do Mestrado em Educação, oferecido pela Universidade Europea del Atlántico.

O que te inspirou a participar do concurso?

Fui inspirada pelo desejo de  propagar e refletir sobre o tema  “educação”, através da arte.

Como foi criada a fotografia vencedora?

Esta fotografia  foi pensada  a partir  da perspectiva  de justiça social, o que  significa  que  nos dias atuais muitas  crianças não têm  seus devidos direitos assegurados e respeitados  por questões  raciais  e/ou socioeconômicas ao  redor do mundo. Falo principalmente sobre  o Brasil  onde  muitas  crianças não têm as  mesmas condições de estudos  por questões discriminatórias alimentadas por um racismo estrutural. Esses motivos,  bem pertinentes,  me puseram a refletir sobre como  seria a educação  no mundo se todas  as  crianças  tivessem acessibilidade  a uma educação de qualidade que  respeitasse o seu momento de  aprender. De fato, poderíamos chamar  de  “verdadeira educação”, pois para os dias  futuros  esperamos  que  haja  um campo  educacional vasto e igualitário que  não  despreze ninguém por origem racial, gênero, cor de pele, religião ou poder aquisitivo.

Esses fatos reais e  tristes citados acima sobre  a segregação educacional, somados à  esperança  de dias melhores contendo vastas possibilidades de estudos, me levaram a fotografar dois  alunos meus (Lívia  e Enzo) de origens raciais diferentes e situações financeiras muito distintas, unidos com  braços  entrelaçados como um sinal  de  protesto contra  a sociedade  que  violenta nossas crianças podando-as de  aprender  com  qualidades  iguais, e modelando  a  sociedade  sua maneira. O livro nas mãos de ambos serve para  lembrar que todos devem ter as mesmas  possibilidades de acesso a boas instituições educacionais sem discriminação.

Fotografia ganhadora do prêmio FUNIBER, no Concurso PHotoFUNIBER’25. Foto: Débora Lima Barros

O que  significa para você receber esse reconhecimento?

Significa que  estamos avançando no sentindo de refletir  sobre os parâmetros educacionais a partir de novas perspectivas pelo mundo, através de um olhar artístico, detalhado, muito  rico e embasado em fatos da realidade. Para mim, é uma  grande honra receber esse  reconhecimento, amparada em uma obra cultural  muito relevante  para  os dias  atuais e através  da fotografia.

Na sua opinião, qual é o papel da fotografia na sociedade atual?

Penso que  a  imagem nos dias de  hoje é  capaz de comunicar de forma mais  expansiva com  diversos  públicos  e  traduzir  sensações, reflexões, percepções, emoções sem  utilizar nehuma palavra.

Você planeja continuar se desenvolvendo no mundo da fotografia? Você tem algum projeto em mente?

Sim, planejo, pois  compreendo que  uma  boa  imagem  pode  traduzir  e expressar  ideias  de  uma era mais dedicada à arte,  de  forma  global,  comunicando informações, indagações, oposições, emoções para  um mundo cada vez mais imediatista,  e por  vezes carente  de  informações.

Planejo criar  uma  série  de  fotos com o tema: “Novos caminhos da educação” que  remontem à  inclusão  social, divisão social  e pessoal, causada por distintos  transtornos  em sala de  aula, com  alunos da  periferia, a fim de refletir  sobre  as  possibilidades e ferramentas utilizadas no  desenvolvimento de  alunos  com  inclusão, sem julgar  os mecanismos,  apenas  para  refletir  sobre  as  nuances  educacionais  e  o caminho  que  a  educação atual  tem apreendido  para  seguir  as crianças com necessidades educacionais  especiais e abraçá-las rumo ao crescimento pessoal e  cognitivo.

 

Conheça outros ganhadores do Concurso Internacional de Fotografía PHotoFUNIBER’25 aqui.