Aluno de Honduras entrevistado em importante meio de comunicação

Aluno de Honduras publica artigo em importante meio de comunicação

Jorge Matute, aluno de Honduras bolsista pela FUNIBER do Mestrado em Comunicação, foi entrevistado no El Pulso

José Jorge, natural de Tegucigalpa (Honduras), é licenciado em Comunicação e Publicidade pela Universidad Tecnológica Centroamericana (UNITEC). Também, tem Mestrado em Administração de Vendas e Publicidade pela Universidad Metropolitana de Honduras.

Além disso, o aluno de Honduras está estudando o Mestrado em Comunicação patrocinado pela FUNIBER, com titulação pela Universidad Europea del Atlántico (UNEATLANTICO).

Ao longo de sua trajetória profissional, o estudante de Honduras trabalhou como produtor audiovisual web para El Heraldo, o periódico digital mais importante de Honduras, e como Community Manager na famosa agência de publicidade Saatchi & Saatchi. Atualmente, é assistente de produção multimídia na Secretaria de Direitos Humanos, Justiça, Governança e Descentralização de Honduras.

Por outro lado, nestes anos de desenvolvimento profissional, José Jorge também foi agraciado com o segundo prêmio no concurso ProPan da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-americana da Saúde, graças ao vídeo “Paolo Aprende a Comer” que produziu com Lizzie Diaz.

Recentemente, o aluno hondurenho foi entrevistado para falar sobre o contexto digital de Honduras, no El Pulso, no artigo intitulado “A Política Hondurenha, o analfabetismo digital e as notícias falsas”.
Como chegou a ser entrevistado no El Pulso?

Os colegas do El Pulso consideraram oportuno revisar o atual contexto digital de Honduras nas redes sociais pertinente ao uso, ética e intercâmbio de ideias, enfatizando especificamente em calúnias, injúrias e regulação do conteúdo compartilhado pelos seus usuários, em particular os candidatos a cargos públicos e a deputados. Anteriormente, eu havia compartilhado um artigo de pesquisa que escrevi para minha aula de Sociedade da Informação e Novas Tecnologias da Comunicação, lecionada pela professora da FUNIBER, Mariana Dornelles, e consideraram que minha contribuição seria útil para eles.

Humildemente, aceitei e com fundamentos respondi todas as suas perguntas, graças a FUNIBER. Um dado curioso: meu artigo original é um trabalho de reposição, que desenvolvi depois de não ser aprovado no exame final. Um fato pouco comum em meu perfil acadêmico, porque sempre aspiro obter boas notas e, geralmente, alcanço. Não foi agradável aceitar que havia reprovado na disciplina, mas, ao questionar sobre a matéria, especificamente, alfabetização digital crítica, levou-me a compreender um tema que me apaixona e considero inovador e importantíssimo para a transformação de qualquer sociedade. Para mim, vejo que o processo da FUNIBER funciona, fomenta a perseverança e a autossuperação.

Quais são as principais conclusões do artigo? 

O artigo considera necessária a proteção da liberdade de expressão nas redes sociais como um direito humano inalienável e prioriza a importância da educação na alfabetização digital crítica acerca da regulamentação de conteúdos digitais nos mesmos. Você pode ler o artigo aqui.

Por que é tão importante a alfabetização digital? 

Lembramos que a alfabetização digital é uma primeira etapa cujos frutos são importantes, mas limitados se o avaliarmos no atual contexto da sociedade da informação, que requer uma formação em Alfabetização Digital Crítica (e uma eventual Alfabetização Midiática), uma etapa mais avançada, cuja meta é a formação de cidadãos digitais capazes de reduzir a exclusão digital e, consequentemente, a desigualdade socioeconômica entre sociedades através do cultivo de competências como a criatividade, a colaboração, a participação, o pensamento crítico, a veracidade, a habilidade de discernir e analisar a informação recebida.

Todas estas atitudes são as bases para fomentar a capacidade de produzir conteúdos informativos de valor, que ajudam o indivíduo obter metas pessoas, grupais e até sociais ao empoderá-lo nas NTIC, superando seu papel de consumidor passivo a prosumer ativo. Estes ensinos já estão em implementação na Europa através de esforços como Recommendation on the protection of minors and human dignity, Recommendation on Key Competence in Lifelong Learning and throughout Life  e Recommendation on empowering children in the new environment of information and communications,  que faz um chamado aos Estados-membros da EU para ajudar as crianças a se familiarizarem com o novo ambiente das TIC e para que sejam fornecidos os instrumentos necessários para “criar, produzir e distribuir conteúdos e comunicações” (Consejo de Europa, 2006). Não só protege os cidadãos digitais acerca da informação, mas empoderam suas populações a criar seus próprios conteúdos e discernir entre fontes confiáveis e notícias falsas.

Creio que Honduras necessita mais produtores de conteúdo valioso, novos e com diferentes pontos de vista fundamentados e verossímeis, para desenvolver nossa democracia e empoderar aqueles que só recebem informação arbitrária e não têm a cultura da análise e o pensamento crítico que, lamentavelmente, é o tipo de comunicação que prevalece em Honduras, seja privado ou público, de esquerda ou de direita, segundo minhas observações. No meu país, entretanto, lutamos contra o analfabetismo tradicional e a alfabetização digital básica é um privilégio. Creio que a ADC é fundamental para reduzir a exclusão digital e melhorar a qualidade de vida dos hondurenhos. Agora temos os meios de produção ao alcance, simplesmente necessitamos difundir os conhecimentos e aplicá-los.

Como a FUNIBER ajudou você para publicar este artigo?

Durante toda minha vida profissional, desejei encontrar aquilo cujo potencial possa transformar o mundo positivamente. Na medida em que avançava na minha carreira, aumentava meu desencanto com o tipo de sistema socioeconômico que regia a minha sociedade, minha carreia e a maioria do mundo. Comecei a acreditar que o mundo não podia mudar e que devia aceitar a realidade como tal. Graças aos conhecimentos adquiridos através da FUNIBER na área de alfabetização digital crítica, voltei a pensar grande, creio que posso fazer uma contribuição significativa na minha sociedade porque agora trabalho com confiança os conceitos de ponta da minha profissão, transformadores de paradigmas que podem impactar o mundo.

O quê você destacaria no Mestrado em Comunicação da FUNIBER?

O Mestrado da FUNIBER permite ao aluno desenvolver-se com o material de estudo. A gente pode aprender quando quiser, tomando como ponto de partida o conteúdo, as leituras recomendadas, os fóruns, as autoavaliações, os recursos multimídia e as contribuições dos docentes, mas, nunca deve-se limitar a eles. Considero que a metodologia permite o aluno fazer um caminho definido que pode levar a novos descobrimentos profissionais e de si mesmos se usar a curiosidade, a criatividade, o pensamento crítico, a reflexão e o colocar em prática.

Graças à FUNIBER aprendi que o estudo e o trabalho profissional não são uma meta traçada em anos, meses ou dias, mas sim um processo orgânico que jamais o aluno e a carreira terminam de desenvolver e aperfeiçoar. No meu caso particular, desejo aplicar os conhecimentos adquiridos para ser um agente de mudança para o bem-estar da cidadania, digital e analógica.

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